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Responsável pela montagem, Marcos Póvoas virou noites e noites diante do Final Cut, mas está satisfeito com o resultado do primeiro corte do filme |
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Depois de algum tempo de recesso, a boa-nova: o primeiro corte de Jardim das Folhas Sagradas está pronto e será exibido nesta terça-feira (6/5), durante um teste de audiência, em Brasília, organizado pela Asacine Produções e pelo Espaço Caixa Cultural. O processo de montagem pegou embalo no final de fevereiro e consumiu mais de dois meses de trabalho de Marcos Póvoas. Montador de curtas conhecidos do circuito baiano (Cega Seca, Vermelho Rubro do Céu da Boca), Póvoas marca sua estréia em longas refazendo, diante da moviola, a saga do personagem Bonfim. Na verdade, como praticamente qualquer filme hoje em dia, Jardim das Folhas Sagradas foi montado em um Final Cut básico, a partir do material telecinado em baixa resolução pela TeleImage.
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Antônio Godi e Harildo Deda em Jardim das Folhas Sagradas |
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Foram semanas e semanas seguidas de dedicação exclusiva, muitas vezes entrando pela madrugada, conforme o relato de um aliviado Marcos Póvoas, ou simplesmente Kiko, para os mais chegados. Ele conta que recebeu uma única instrução do diretor Pola Ribeiro, seguir o roteiro. “Isso significa que trabalhei tendo como base uma adaptação do roteiro a partir do que foi filmado (já que todo roteiro, como se sabe, é apenas um ponto de partida para o que, de fato, será filmado)”, diz o montador.
“Outra coisa que resolvemos, logo no início, foi nunca voltar. Só dei um play geral quando cheguei na última seqüência”. Por que, Kiko? “Porque precisávamos ter uma noção do todo, e devo dizer que o resultado teve um efeito, um impacto, que achei bem curioso. No curta, rapidinho você chega nessa fase, então para mim foi um exercício.” E quais as seqüências mais complicadas? “De um modo geral, todas”, despista Póvoas, tentando esconder o jogo.

Filmagem da caminhada do 20 de novembro no Curuzu
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Mas, ante a insistência, ele abre um pouco: “as mais complicadas foram as cenas quase documentais que fizemos da caminhada do 20 de novembro no Curuzu, às vezes eu levava horas para selecionar dez segundos de imagem.” Agora, Eduardo Airosa, à frente do Estúdio Base, e o músico Pedro Augusto Dias, vão encarar cada um a sua missão. O primeiro, a edição de som, e o segundo, a trilha sonora. E o público vai poder conferir tudo isso a partir de novembro, mês previsto para a estréia de Jardim das Folhas Sagradas.
JFS, 5/5/2008
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